1 de 1 Logo do Twitter e página de Elon Musk na rede social. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

Logo do Twitter e página de Elon Musk na rede social. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

As “poison pills” (ou pílulas de veneno, em tradução livre) são mecanismos de proteção para acionistas minoritários de empresas de capital aberto contra tentativas de aquisição por outro investidor.

A tentativa de compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk tornou-se um exemplo perfeito de como funciona o mecanismo.

Com uma oferta de US$ 41,5 bilhões, o empresário pretendia dar um “prêmio” em relação ao valor que os acionistas da empresa carregavam em troca da posse integral do Twitter. Investidores, contudo, esperam retornos maiores no longo prazo.

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É nesse momento que entram as poison pills, que dificultam esse processo de aquisição forçada. No jargão de mercado financeiro, a atitude de Musk é chamada de oferta hostil de controle (ou “hostile takeovers”, em inglês).

As poison pills determinam que investidores possam adquirir um limite máximo de ações da empresa. Assim que esse número é atingido, o detentor das ações precisa revender parte de sua carteira aos demais acionistas, e com desconto em relação ao preço de mercado.

O tamanho dessa fatia deve ser fixado no estatuto da empresa e pode variar de acordo com o desejo do Conselho de Administração. No caso do Twitter, foi aprovada uma pílula que coloca como teto que um único acionista possua até 15% da empresa.

Esse mecanismo de poison pills protege, sobretudo, o interesse dos acionistas minoritários. Ao comprar ações, o investidor estuda prospectos e planos da empresa. Em geral, faz também uma conta de retorno esperado para o investimento.

Mas, quando há uma oferta hostil — e consequentemente uma mudança de gestão da empresa — os rumos dos negócios podem ser completamente modificados porque acionistas controladores ganham o poder de decisão na companhia. E podem até tirá-la do mercado de capitais, como pretendia Musk.

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