Citada dezenas de vezes pelo ex-presidente Lula em seu discurso no sábado, a palavra soberania foi programada para mandar uma mensagem aos militares que apoiam o presidente Jair Bolsonaro.

A referência à soberania vem ao final de uma semana em que o presidente Jair Bolsonaro atacou novamente as urnas eletrônicas, lançando dúvidas sobre o processo eleitoral.

Em evento que oficializou sua candidatura para a Presidência da República em chapa com Geraldo Alckmin, Lula diz que a soberania vai muito além de defender as fronteiras do país, pois o conceito engloba também o direito à alimentação, à saúde e à educação.

Ana Flor ressalta palavra ‘soberania’ em discurso de Lula: ‘Manda um recado para o país, para os meios militares’

Ana Flor ressalta palavra ‘soberania’ em discurso de Lula: ‘Manda um recado para o país, para os meios militares’

Ao mesmo tempo, ele também tenta reeditar o “Lulinha paz e amor” da campanha de 2002, quando conquistou a Presidência pela primeira vez, ao afirmar que será um presidente sem rancor ou desejos de vingança.

O objetivo é contornar os receios de parte da população com relação à sua candidatura.

Lula fez um discurso cheio de recados, com acenos à esquerda e um ato de desagravo a Dilma Rousseff – que sofreu impeachment em 2016.

Na área econômica, o candidato faz críticas às privatizações e às mudanças na legislação trabalhista, alinhado com as bandeiras da esquerda.

Enquanto Alckmin tenta fazer um discurso mais para o centro direita, Lula busca o eleitor mais de esquerda, mas caminhando para o centro.

No final do discurso, Lula faz um desagravo à ex-presidente Dilma Rousseff, ao dizer que ela não “caberia em um ministério”, pois “teve a grandeza” de ter sido a primeira mulher a governar o país.

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