1 de 1 Parte significativa da fortuna de Elon Musk está ligada às suas ações da Tesla — Foto: AP Photo/Matt Rourke

Parte significativa da fortuna de Elon Musk está ligada às suas ações da Tesla — Foto: AP Photo/Matt Rourke

Elon Musk tem uma relação antiga e polêmica com o Twitter. Em março, o bilionário comprou uma fatia de 9,2% das ações da rede social e, poucas semanas depois, chegou a um acordo para comprar a empresa por US$ 44 bilhões. Só que, nesta sexta-feira (13), o executivo anunciou que a negociação está temporariamente suspensa – apesar de se manter "comprometido" com a transação.

O anúncio fez com que as ações da companhia caíssem em torno de 20% nas negociações prévias à abertura da Bolsa de Nova York.

O motivo do impasse para é uma crítica antiga de Musk ao Twitter: a presença de contas falsas na plataforma. Em entrevista recente, o homem mais rico do mundo disse que eliminar bots e contas que disparam milhares de mensagens será uma de suas prioridades como dono da rede social.

Segundo Musk, ainda há pendências nos dados do Twitter sobre a quantidade desses perfis na rede social. Segundo a empresa, elas representam menos de 5% dos usuários.

Acompanhe a cronologia da negociação entre o bilionário e a rede social:

Março de 2022: Musk e a liberdade de expressão

Respondendo um seguidor, Musk afirma que cogitava criar rede social para promover "liberdade de expressão" na internet. Nesse momento, o bilionário já havia comprado ações do Twitter, mas a notícia só seria divulgada semanas demais.

O executivo fez uma série de enquetes em seu perfil sobre o papel do Twitter como uma "arena" que deveria permitir opiniões divergentes.

1º de abril: botão editar

O perfil oficial do Twitter apontou que a rede social estava criando um recurso para editar tuítes. A postagem foi tomada como uma brincadeira do Dia da Mentira, mas a informação de que a companhia estuda como adicionar a função foi confirmada dias depois, inclusive, por Musk.

Twitter diz que trabalha em recurso de editar tuítes — Foto: Divulgação/Twitter

04 de abril: Elon Musk, acionista

O fundador da Tesla se tornou o maior acionista individual da rede social, com 9,2% das ações da companhia.

05 de abril: Indicação ao conselho da empresa

Musk foi apontado como membro do conselho de diretores do Twitter um dia após divulgar sua participação na empresa. O magnata respondeu um post do CEO da rede social, Parag Agrawal, prometendo "melhorias significativas" para a plataforma.

10 de abril: Elon Musk desiste do conselho

No dia em que sua avaliação seria considerada para o conselho do Twitter, o magnata desistiu de ter uma cadeira no grupo que lidera a rede social.

14 de abril: Musk faz uma oferta

O bilionário fez uma proposta para adquirir completamente o Twitter por mais de US$ 44 bilhões, segundo um documento regulatório da rede social. O conselho da companhia disse que avaliaria a oferta.

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15 de abril: Musk tem 'plano B' e não quer dinheiro

Um dia depois de sua oferta, Elon Musk disse em uma entrevista que tinha um "plano B" caso não conseguisse comprar o Twitter. Ele alegou que "fazer dinheiro" com a rede social não está no centro da negociação e disse que a plataforma é arena importante para a liberdade de expressão no mundo.

Na mesma entrevista, ele disse que eliminar bots e contas falsas seria uma de suas prioridades ao assumir a rede social.

"Ter uma plataforma pública que é massivamente confiável e amplamente inclusiva é extremamente importante para o futuro da civilização”, disse Musk em entrevista.

21 de abril: US$ 21 bilhões 'do bolso' para comprar o Twitter

Elon Musk, afirma em um documento apresentado à SEC que conseguiu quase US$ 46,5 bilhões para financiar a operação. O bilionário diz que pretende destinar US$ 21 bilhões de sua fortuna para comprar Twitter e que o valor restante será conseguido por meio de dois empréstimos com o banco Morgan Stanley, um de US$ 13 bilhões e outro de US$ 12,5 bilhões.

25 de abril: Musk chega a acordo para comprar Twitter

No dia 25 de abril o Twitter anunciou que fechou um acordo definitivo para ser comprado por Musk. A transação é estimada em US$ 44 bilhões.

Com a compra, o Twitter se tornará uma companhia de capital fechado. O acionistas vão receber US$ 54,20 por cada ação comum, o que significa um prêmio de 38% sobre o preço dos papéis em 1º de abril.

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29 de abril: Imprensa dos EUA: Musk quer cortar salários

A imprensa dos Estados Unidos destacou que Musk poderia reduzir os salários dos executivos e do conselho da empresa de mídia social. Esse teria sido um dos argumentos usados para convencer os banqueiros a emprestarem o dinheiro para a compra do Twitter. A informação foi divulgada pela Bloomberg News e confirmada pela Reuters.

2 de maio: Twitter divulga número de contas falsas

O Twitter estima que menos de 5% de sua base de usuários é formada por contas falsas ou voltadas para publicar spam. A informação foi apresentada no relatório de resultados trimestrais da companhia. Segundo o documento, a rede social tem 229 milhões de usuários ativos. Segundo Musk, o Twitter ainda precisa apresentar números que comprovem essa informação.

6 de maio: acionistas contestam a compra

Um fundo de pensão da Flórida processou o bilionário e a rede social argumentando que Musk tinha acordos com outros grandes acionistas, incluindo seu consultor financeiro Morgan Stanley e o criador da plataforma, Jack Dorsey, para apoiar a compra

Por isso, a compra não pode ser concluída antes de 2025.

10 de maio: Musk fala sobre a volta de Trump

Em uma conferência, Elon Musk disse que voltaria atrás na suspensão do ex-presidente americano, Donald Trump, do Twitter.

"Eu reverteria a suspensão permanente [de Trump]", disse Musk em evento do Financial Times. O magnata diz que ele e Jack Dorsey, cofundador do Twitter, concordam que não deve haver banimentos permanentes na rede social.

Demissão de executivos e congelamento de contratações

12 de maio:Twitter demite dois executivos

O Twitter comunicou nesta quinta-feira (12) aos seus funcionários a demissão dos chefes das áreas de consumo e receitas. A empresa também anunciou uma pausa nas contratações e uma revisão nas vagas em aberto, segundo a agência de notícias Reuters.

12 de maio: Dorsey não quer voltar

Respondendo a um seguidor no Twitter, o cofundador e ex-CEO da rede social, Jack Dorsey afirmou que nunca mais quer ser CEO da plataforma. Antes de Elon Musk comprar ações, Dorsey era o maior acionista individual da companhia e membro de seu conselho de administração.

13 de maio: Musk suspende a compra

"O acordo (para a compra) do Twitter está temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários", afirmou, em um post na rede social.

Depois do anúncio, as ações do Twitter caíram em torno de 20% nas negociações prévias à abertura da Bolsa de Wall Street, segundo a France Presse.

Horas depois, Musk voltou a tuitar que segue "comprometido com a compra" da rede social.

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