O governo informou nesta sexta-feira (27) que o estoque de diesel S10, o mais comercializado no Brasil, é capaz de garantir o suprimento do país por 38 dias, se as importações desse combustível e a produção interna fossem cessadas hoje, e negou risco de desabastecimento. A informação foi divulgada por meio de nota do Ministério de Minas e Energia.

A informação foi divulgada após a Petrobras enviar um ofício ao governo e à Agência Nacional do Petróleo (ANP) alertando sobre o risco de desabastecimento de óleo diesel no segundo semestre de 2022 (veja mais abaixo).

Valdo: Falta de reajuste pode gerar desabastecimento, diz Petrobras

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"De acordo com os dados mais recentes consolidados pelo Comitê, os estoques de óleo diesel S10 representam 38 dias de importação. Em outras palavras, se as importações desse combustível fossem cessadas hoje, os estoques, em conjunto com a produção nacional, seriam suficientes para suprir o País por 38 dias", diz o MME em nota.

A ANP também afirmou, em nota, que o abastecimento nacional com óleo diesel acontece, neste momento, com regularidade.

Petrobras

Segundo a Petrobras, o risco de desabastecimento acontece devido ao baixo nível de estoque de diesel no mundo e à crescente demanda pelo produto. Ainda segundo a estatal, o país importou no ano passado cerca de 30% da sua demanda total.

A Petrobras também alertou ao governo e a ANP que suas refinarias estão operando próximas das suas capacidades máximas, ou seja, não têm mais condições de aumentar a produção. Além disso, algumas vão parar nos próximos meses, para manutenção programada.

"Como consequência, espera-se uma menor disponibilidade operacional do refino, diminuição da produção interna de derivados, e aumento da dependência externa", diz a Petrobras.

Em nota, o MME e a ANP afirmam que veem monitorando a questão, mas não citam medidas para aumentar o estoque de diesel.

"O Ministério de Minas e Energia segue atento aos movimentos do mercado doméstico e internacional, mantendo o monitoramento de forma intensa e constante para adotar medidas tempestivas em conjunto com os demais órgãos governamentais nas esferas das suas respectivas competências, conforme a evolução do cenário", diz a pasta em nota.

"A Agência está dedicada a acompanhar a situação e a propor as medidas que se mostrarem necessárias para garantir a oferta do produto", afirma a ANP, também em nota.

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