A confiança de serviços do Brasil registrou em maio seu maior patamar em sete meses, diante de melhora na percepção tanto sobre o momento atual do setor quanto sobre os próximos meses, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em maio, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 2,1 pontos, para 98,3 pontos, máxima desde outubro de 2021 (99,1). Este foi seu terceiro mês seguido de avanço.

"A alta desse mês foi, mais uma vez, influenciada tanto pela melhora na percepção do volume de serviços no mês quanto pela evolução favorável das expectativas", explicou o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler em nota. "Outros pontos positivos são a aproximação do nível neutro de 100 pontos e a disseminação entre os segmentos."

O Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, ganhou 2,1 pontos, a 98,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2013 (99,1), segundo a FGV.

Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, subiu 1,9 ponto, para 98,5 pontos, pico desde dezembro de 2021 (98,7).

"No curto prazo, ainda é possível imaginar uma continuidade da trajetória positiva com a liberação de recursos que podem estimular a demanda, recuperando assim as perdas ocorridas ao longo da pandemia", avaliou Tobler. "No médio e longo prazo, o ambiente macroeconômico desfavorável parece ser um fator impeditivo."

Dados divulgados pelo IBGE mais cedo neste mês mostraram que o setor de serviços brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2022 com volume acima do esperado em março e o resultado mais forte para o mês na série histórica iniciada em 2011.

Confiança do comércio

Já a confiança do comércio voltou a subir em maio após dois meses em queda.

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) avançou 7,4 pontos em maio, ao passar de 85,9 para 93,3 pontos, maior nível desde outubro de 2021 (94,2 pontos). Em médias móveis trimestrais o indicador subiu 2,1 pontos, o terceiro resultado positivo consecutivo.

Em maio, a alta foi disseminada em todos os seis principais segmentos da pesquisa. O resultado positivo no mês foi influenciado tanto pela melhora do Índice de Situação Atual (ISA-COM) quanto do Índice de Expectativas (IE-COM). O ISA-COM subiu 8,2 pontos, terceiro resultado positivo consecutivo, chegando a 101,1 pontos, maior valor desde agosto de 2021 (105,0 pontos). Já o IECOM avançou 6,1 pontos, atingindo 85,7 pontos.

"O ISA ultrapassa os 100 pontos influenciado pela recuperação da demanda pelo terceiro mês consecutivos. Apesar da alta do IE, ela reflete apenas uma redução do pessimismo dos empresários, já que o índice permanece em patamar mais baixo. A liberação de recursos pode estar ajudando o cenário favorável do segundo trimestre, mas a continuidade para o médio prazo ainda depende de reduções da incerteza, melhora da confiança do consumidor e evolução das variáveis macroeconômicas”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Apesar do resultado positivo do mês, o patamar da confiança do comércio ainda está abaixo do nível considerado neutro… Seguindo essa linha, o saldo de Emprego Previsto (composto pela proporção de empresários que planejam aumentar seu quadro de pessoal ocupado descontado dos que planejam reduzir) vem oscilando no patamar positivo, mas ainda próximo do nível neutro.

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