A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta sexta-feira (24) que a bandeira verde continuará em vigor em julho. Com isso, a conta de luz segue sem cobrança adicional por mais um mês.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel para sinalizar o custo da geração de energia. No final de todo mês, a agência decide a cor da bandeira para o mês seguinte.

Quando o custo da produção de energia aumenta, por exemplo, por conta do acionamento de usinas térmicas (mais poluentes e mais caras), a Aneel pode acionar as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou 2 — que representam custo extra ao consumidor.

1 de 1 Novos valores das bandeiras tarifárias, em vigor entre 1º de julho e meados de 2023 — Foto: Editoria de Arte / g1

Novos valores das bandeiras tarifárias, em vigor entre 1º de julho e meados de 2023 — Foto: Editoria de Arte / g1

A expectativa da Aneel é que a bandeira verde continue vigente ao longo deste ano, dada à recuperação dos reservatórios das hidrelétricas (veja mais abaixo).

Reajuste

Nesta semana, a agência aprovou alta de até 64% no valor das bandeiras. Os novos valores entram em vigor em 1º de julho e serão válidos até meados de 2023.

De acordo com a agência, esse reajuste não terá “impacto imediato” para o consumidor porque a bandeira verde está acionada desde 16 de abril — quando deixou de valer a bandeira de escassez hídrica, a mais cara do sistema, que adiciona R$ 14,20 à conta de luz por 100 quilowatt-hora (KWh) consumidos no mês.

A bandeira de escassez hídrica foi criada em setembro do ano passado para compensar os custos adicionais da produção de energia durante a crise hídrica.

Situação dos reservatórios

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste, responsáveis por 70% da capacidade de produção de energia no país, estava em 65,96% esta quinta-feira (23).

No mês em que a bandeira de escassez hídrica entrou em vigor, em setembro de 2021, o armazenamento chegou a alcançar 16,75%, menor nível desde novembro de 2014.

Desde março deste ano, o nível está estável, na casa dos 60%.

Nível dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste Linha indica início de recuperação dos níveis após crise hídrica Fonte: ONS

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