1 de 2 Daniella Marques Consentino, braço direito de Paulo Guedes — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Daniella Marques Consentino, braço direito de Paulo Guedes — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (29) a nomeação de Daniella Marques para o cargo de presidente da Caixa Econômica Federal.

Ela assume o cargo após a demissão de Pedro Guimarães, alvo de denúncia de assédio sexual de funcionárias da instituição financeira.

Próxima do ministro da Economia, Paulo Guedes, Daniella Marques tem acesso direito ao ministro e goza de prestígio dentro do governo.

Ela foi chamada para discursar, por exemplo, em um evento do dia das Mulheres, no Palácio do Planalto, em março deste ano. Marques estava ao lado das então ministras Flávia Arruda, Tereza Cristina e Damares Alves, além da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

2 de 2 Daniella Marques, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, durante evento do Dia das Mulheres no Palácio do Planalto, em março — Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Daniella Marques, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, durante evento do Dia das Mulheres no Palácio do Planalto, em março — Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Por colegas da Esplanada dos Ministérios, é considerada boa negociadora nas tratativas com o Congresso Nacional.

A nova presidente da Caixa atuou por anos no mercado financeiro, na área de gestão independente de fundos de investimentos, acompanhado o ministro Guedes. Foi sócia dele na Bozano Investimentos, onde atuou como Diretora de Compliance e Operações e Financeiras (COO e CFO).

Ela ainda tem formação de administradora de Empresas pela PUC/RJ com MBA em Finanças pelo Ibmec. Também foi diretora-executiva da Oren Investimentos; na Mercatto Investimentos, diretora de Risco e Compliance, Sócia e Gestora de Renda Variável.

Antes da nomeação, Daniella Marques estava na Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, cargo que assumiu em fevereiro deste ano.

Ela entrou no governo Bolsonaro no início, como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do ministro Paulo Guedes, em janeiro de 2019, em equipe que na época era considerada o "dream team" da economia. Grande parte já deixou o governo.

De acordo com o blog da Ana Flor, pesou na escolha de Marques também a necessidade de o governo tentar melhorar sua imagem com o eleitorado feminino, especialmente após as denúncias de assédio na Caixa.

Confusão na Câmara

Em abril de 2019, logo nos primeiros meses do governo Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes foi convidado para audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara sobre a reforma da Previdência.

Naquele momento, Guedes protagonizou um episódio que ficou marcado no imaginário popular, quando o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) afirmou que o ministro age como "tigrão" em relação a aposentados, idosos e pessoas com deficiência, mas como "tchutchuca" em relação à "turma mais privilegiada do nosso país".

Fora do microfone, Paulo Guedes se dirigiu a Zeca Dirceu e respondeu: "Você não falte com o respeito comigo. Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a vó".

Em meio à confusão entre Guedes e Zeca Dirceu, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) se desentendeu com Daniella Marques, então assessora do Ministério da Economia.

Marques foi levada por policiais a uma sala da Polícia Legislativa da Câmara, de onde foi posteriormente liberada ao assinar um tempo para esclarecer depois o episódio.

Recentemente, Daniella Marques defendeu a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), argumentando que o objetivo seria estimular consumo e baratear produtos para a população, além de ampliar investimentos do setor privado.

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