1 de 1 Euros e dólares — Foto: Dado Ruvic/Reuters

Euros e dólares — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O euro caiu abaixo da paridade em relação ao dólar nesta quarta-feira (13) pela primeira vez em quase duas décadas, segundo a agência de notícias Reuters. A queda para abaixo da paridade aconteceu depois do anúncio de mais dados fortes de inflação nos EUA.

A possibilidade de o Federal Reserve (BC dos EUA) aumentar a taxa de juros e a crescente preocupação com o aumento dos riscos de recessão na zona do euro continuam a pressionar a moeda única.

O euro chegou a ser negociado a US$ 0,998, queda de 0,4% no dia, nível mais baixo desde dezembro de 2002.

De acordo com a Reuters, a moeda única perdeu mais de 10% até agora neste ano contra um dólar em alta.

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Inflação em alta

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou em junho, uma vez que os preços da gasolina e dos alimentos permaneceram elevados, resultando na maior taxa anual em 40 anos e meio e consolidando as expectativas de que o Federal Reserve aumente os juros em 0,75 ponto percentual no final deste mês.

Nos 12 meses até junho, os preços ao consumidor saltaram 9,1%, de 8,6% em maio. Este foi o maior avanço desde novembro de 1981.

Os preços ao consumidor estão subindo em meio a problemas nas cadeias de fornecimento globais e estímulos fiscais maciços do governo adotados no início da pandemia da Covid-19.

A guerra em curso na Ucrânia, que causou um pico nos preços globais de alimentos e combustíveis, agravou a situação.

Paridade na véspera

Na terça-feira (12), o euro alcançou pela primeira vez a paridade com o dólar desde 2002, ano em que começou a circular a moeda europeia.

A desvalorização da moeda europeia frente à norte-americana vem sendo acentuada por conta de preocupações de que uma crise de energia levará a Europa a uma recessão. Ao mesmo tempo, a moeda dos EUA segue valorizando pelas expectativas de que o Federal Reserve aumentará as taxas de juros mais rapidamente que o esperado.

Uma série de fatores indicam que a pressão sobre o euro vai continuar, aponta especialista

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