Dá pra aprender sobre criptomoeda e metaverso num bar?

Dá pra aprender sobre criptomoeda e metaverso num bar?

As criptomoedas vivem um momento de contradição: estão em alta na boca do povo – e em baixa nas cotações. O Bitcoin, a maior delas, perdeu cerca de 60% de seu valor no primeiro semestre deste ano. Também está em expansão o chamado metaverso, um conjunto de espaços virtuais com disponibilidade de encontros, trabalhos, jogos, compras e ensino.

De olho nesse mercado, o empresário Natan Lima, da Zona Norte de São Paulo, resolveu abrir um bar dedicado ao conceito de criptomoedas, metaverso e NFTs (Tokens Não Fungíveis). Por trás dos muitos Leds e plaquinhas de olho em gerar buzz no Instagram, o local oferece algumas interações divertidas que facilitam o acesso à tecnologia.

R$ 10, por exemplo, são suficientes para alugar um óculos de realidade virtual que custa mais de R$ 2,5 mil. Assim, qualquer pessoa que frequentar o bar pode ter o gostinho dessa experiência. Dá para jogar, fazer visitas em Londres e Paris e até reuniões de trabalho com ele.

Também dá para pagar a conta em criptomoeda e ter desconto, ganhar um NFT da coleção do bar feita por um artista digital e jogar o Crypto Quest, um jogo que ensina sobre o mundo das criptomoedas valendo um drink.

Além disso, os garçons são treinados para ensinarem os três principais conceitos aos clientes de forma, simples, segundo o Natan.

O próximo passo é ousado, mas também divertido: criar um Tinder no metaverso. "Agora a gente está implementando o nosso espaço no metaverso. E a ideia é ser uma espécie de Tinder: a galera pode marcar o encontro por lá e se encontrar aqui. Também serve para grupos de amigos. Quem está em casa vai poder interagir com quem estiver no bar", conta o empresário.

Investidores de Bitcoin

O lugar atraiu alguns entusiastas. Marcos Lustosa, de 25 anos, é gerente de marketing e inovação de uma corretora de criptomoedas e está organizando um reality show sobre o assunto na Argentina. Ele vai toda semana para o Metabar e foi o primeiro cliente a pagar a conta com Bitcoin.

"Faz dois anos que eu invisto em cripto, tive os altos e baixos do mercado. Invisto em Bitcoin, Ethereum, Polygon (Matic), Solana, Avalanche e Tether", conta.

O empresário Igor Decresci também se animou com a temática. Hoje, ele investe em mais de 30 criptomoedas e gosta de ir ao local para fazer networking, além de se divertir.

"São várias, mas as principais são Bitcoin, Ethereum, APE e HBAR. E eu posso colocar a partir de R$ 10, então gosto de experimentar. Tem uma que tem cinco zeros antes do 1, então, com R$ 20, e tenho milhões em moeda. Agora quero investir em NFT, que podem valorizar e valer milhões", diz Decresci.

Os dois não estão preocupados com o momento de baixa do mercado e querem aproveitar a queda nos preços para investir ainda mais. Mas eles recomendam cautela. "Antes de colocar seu dinheiro, invista primeiro em conhecimento", recomenda o empresário.

Mas não tem só metanerd. A diretora de seguros Bárbara Mendes se considera conservadora nos investimentos e nunca tinha se informado muito sobre moedas digitais antes de frequentar o bar. Agora, ela já começou a estudar sobre o assunto.

Newsletter G1 Created with Sketch.

O que aconteceu hoje, diretamente no seu e-mail

As notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail. Para se inscrever, entre ou crie uma Conta Globo gratuita.

Obrigado!

Você acaba de se inscrever na newsletter Resumo do dia.