Pedro Alvim e Ana Paula Passarelli mostraram de que forma valorizar o branding por meio da presença digital de influenciadores

O Brasil é um dos países que mais consome conteúdo em redes sociais. Essa realidade criou, nos últimos anos, uma nova economia diante de um contexto bastante valioso para as marcas: associar seus produtos, serviços e até a identidade da marca a criadores de conteúdo. Para discutir este cenário, o Fórum E-Commerce Brasil convidou Pedro Alvim, gerente sênior de social media da Magalu, e Ana Paula Passarelli, COO e Co-Founder da Brunch Toast.

imagem05-08-2022-11-08-52Ana Paula Passarelli, COO e Co-Founder da Brunch Toast/imagem João Carlos Silva

Ana Paula alertou o público que a maneira de se considerar um influenciador para se atrelar a marcas mudou, já que é possível comprar seguidores e, com isso, ter um perfil aparentemente popular.

“Os bots humanos são uma realidade, por isso, é preciso considerar diversas métricas para associar um conteúdo a este suposto influenciador. Existem plataformas que indicam qual a porcentagem de pessoas reais que acompanham aquele influenciador, sugere.

Ela ainda explicou que é importante criar atalhos cognitivos que ajudam o público a compreender a narrativa do que se espera vender. Na empresa que gerencia, ela possui diversos arquétipos, de personalidades diferentes, que são acionados e implementados em estratégias de acordo com a necessidade de cada ação de marketing. “Existe todo um trabalho de comunicação que precisa ser feito antes de sugerir a compra. Os criadores de conteúdo devem ser vistos como parceiros de negócio para alavancar parte deste processo para amplificar a audiência”, explicou.

A maior do mundo

Além das personalidades de carne e osso, já existem diversos influenciadores que vivem apenas no mundo digital. É o caso da Lu, do Magalu, a famosa personagem do Magazine Luiza que deixou de ser apenas uma garota propaganda para ser uma influenciadora digital da marca com alcance mundial.

Pedro Alvim, gerente sênior de social media da Magalu/imagem João Carlos Silva.

Pedro Alvim contou que a ideia da personagem é que ela absorva uma consciência coletiva, de forma a se envolver e representar a realidade dos brasileiros. “Não construímos um metaverso, nós contamos histórias por meio da Lu, com causas que acreditamos e que estejam alinhadas com os valores da sociedade”, pontua.

O gerente ainda diz que, o que seria um gasto para manter, criar e gerir a virtual influencer, hoje é fonte de lucro, uma vez que o potencial de receita da Lu é de 17 milhões de dólares. “Buscamos gerar valor por meio de parcerias, colabs e licenciamento. As marcas já se atentaram a essa possibilidade de negócio e começaram a se apropriar deste modelo de marketing de influência”, conta.

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Por William Saab, em colaboração especial durante o Fórum E-Commerce Brasil 2022.